Atraso no tratamento e aumento do uso de metanfetamina são fatores preocupantes.

Fiji declarou estado de emergência nacional em relação ao HIV devido ao aumento expressivo de casos, em parte provocado pelo uso crescente de metanfetamina. Atualmente, estima-se que um a cada 60 adultos no arquipélago seja portador do HIV, o que contrasta com a tendência global de queda nas taxas da infecção.
Desde o primeiro registro do surto em janeiro de 2025, o governo intensificou os testes para compreender a gravidade do problema. Na terça-feira, o Ministro da Saúde, Dr. Atonio Lalabalavu, anunciou que 2.060 novos diagnósticos de HIV foram identificados em 2025, refletindo a necessidade urgente de uma resposta coordenada.
✨ A epidemia já afetou recém-nascidos, criando um ambiente alarmante para a saúde pública, com 59 bebês diagnosticados com HIV em 2025.
Com o aumento do uso de drogas injetáveis e a persistente transmissão sexual, o sistema de saúde local enfrenta desafios significativos. O baixo uso de preservativos e o estigma em torno do HIV têm dificultado a resposta ao surto. Renata Ram, do UNAIDS, enfatizou que apenas 39% dos portadores de HIV conhecem seu status e apenas 22% estão em tratamento adequado.
Em 2025, Fiji registrou 117 mortes relacionadas ao HIV, um aumento considerável em relação aos 25 óbitos em 2021. Para combater a epidemia, o governo planeja expandir os testes, o tratamento e a distribuição de medicamentos preventivos, além de promover informações sobre a prevenção e o tratamento do HIV.
O diretor executivo da Fiji Network Plus, Joeli Colati, destacou que o estigma associado ao HIV contribui para a reluctância das pessoas em buscar tratamento. Ele pediu por uma maior conscientização e desestigmatização do HIV, ressaltando que segurança e apoio são fundamentais para aqueles que vivem com a doença.
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Jornalista especializado em Saúde

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