Desenvolvido por pesquisadores americanos, teste também revela outras doenças do pâncreas

Pesquisadores norte-americanos desenvolveram um novo exame de sangue, chamado Panxeon, que consegue detectar 87% dos casos de câncer de pâncreas em sua fase inicial, aumentando substancialmente as chances de cura. A pesquisa foi publicada na última quarta-feira na revista Nature Medicine.
O teste Panxeon utiliza um ensaio sanguíneo baseado em microRNAs e na proteína CA 19-9, um marcador tumoral, para identificar o câncer, conhecido como adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC). Os cientistas coletaram amostras de sangue de 1.785 indivíduos, incluindo aqueles com diagnóstico confirmado de tumor nos estágios iniciais, pessoas sem a doença e grupos de controle que incluíam indivíduos com histórico familiar e pancreatite.
✨ A assinatura isolada dos microRNAs teve uma sensibilidade de 83,8% para o PDAC, e quando associada à proteína, a taxa de detecção subiu para 86,8%, com apenas 3% de falsos positivos.
Além disso, o exame teve destaque ao identificar displasia de alto grau em 64,3% dos pacientes com cistos pancreáticos de alto risco. Os pesquisadores apresentaram um biomarcador complementar que ainda precisa ser validado em estudos futuros. O Panxeon, considerado revolucionário, é uma promessa de diagnóstico mais precoce para um tipo de câncer que costuma ser identificado tardiamente, com baixa taxa de sobrevida.
O câncer de pâncreas representa um dos tipos mais situações complexas no diagnóstico, sendo caracterizado pelo adenocarcinoma. No Brasil, excluindo os cânceres de pele não melanoma, ocupa a 14ª posição em frequência na população, conforme dados do Ministério da Saúde.
Os sintomas do câncer pancreático incluem icterícia, urina escura, fadiga, perda de apetite e dor abdominal, o que muitas vezes leva a diagnósticos tardios, uma vez que esses sinais estão associados a diversas outras condições. O diagnóstico precoce do diabetes, que é um fator de risco, pode ocorrer mesmo antes da confirmação do câncer.
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