Estudo da UFRPE pesquisa benefícios do leite de jumenta para mulheres

Pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco estão examinando os efeitos do leite de jumenta no alívio de sintomas relacionados à Tensão Pré-Menstrual (TPM) e cólicas menstruais. Este leite, que já é usado em UTIs neonatais devido à sua similaridade com o leite humano, pode oferecer novas abordagens para a saúde feminina.
Sob a coordenação do professor Gustavo Ferrer Carneiro, o estudo destaca a riqueza do leite de jumenta em componentes anti-inflamatórios, como a lisozima. Com uma concentração que varia de 1 a 3,7 gramas por litro, esse componente é significativamente maior em comparação ao leite de vaca.
✨ Os resultados indicam que o leite de jumenta pode reduzir inflamações, citocinas pró-inflamatórias e os níveis de cortisol, associado ao estresse.
Essas características são promissoras para o alívio das cólicas menstruais e dos desconfortos frequentemente associados à TPM, sugerem os pesquisadores.
Além disso, a pesquisa identificou uma proporção equilibrada de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, que são cruciais na modulação das inflamações. Essa combinação pode ajudar a diminuir a intensidade e a duração das cólicas menstruais, influenciando positivamente os níveis de prostaglandinas.
Pessoalmente, os pesquisadores também exploram uma abordagem inovadora, sugerindo uma forma de consumir o leite de jumenta na forma de chocolate amargo. A ideia é integrar os benefícios do leite com os efeitos positivos do cacau, que promove a liberação de serotonina, neurotransmissor diretamente relacionado ao bem-estar.
✨ O chocolate funcional desenvolvido pode ser uma opção nutricional voltada para mulheres, oferecendo propriedades anti-inflamatórias e melhora do equilíbrio hormonal.
Embora os resultados até agora sejam encorajadores, a equipe enfatiza que as investigações ainda estão em progresso e que o leite de jumenta deve ser considerado como um complemento para a saúde e bem-estar das mulheres.
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