Nova lei visa reduzir mortes por doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral

Na última quarta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei nº 5.972/2023, que visa aumentar a disponibilidade dos medicamentos trombolíticos para o tratamento de infartos e Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa ação representa um esforço do Ministério da Saúde para reduzir o número de mortes ocasionadas por essas condições, que são algumas das principais causas de falecimento no Brasil.
✨ Brasil registra anualmente entre 300 mil e 400 mil casos de infarto, além de cerca de 292 mil atendimentos por AVC.
Os trombolíticos desempenham um papel crucial, pois ajudam a dissolver coágulos sanguíneos que podem levar a um infarto ou AVC, potencialmente salvando vidas e diminuindo as chances de sequelas graves. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também anunciou a formação do Comitê de Acompanhamento das Linhas de Cuidado para Agravos Cerebrovasculares e Cardiovasculares, que terá a responsabilidade de propor estratégias para aumentar o acesso a essas medicações.
Dr. Roberto Kalil, cardiologista e presidente do Instituto do Coração, declarou que essa lei é fundamental para garantir que os medicamentos cheguem às populações mais vulneráveis. Ele destacou: "Essa medida coroa e vai referendar o benefício das medicações e reforçar os protocolos para que elas cheguem às pessoas mais carentes do país."
Atualmente, o SUS já adota protocolos de cuidado para Infarto Agudo do Miocárdio e AVC, incluindo procedimentos para restabelecimento do fluxo sanguíneo. O uso de trombolíticos pode ser iniciado também pela equipe do SAMU, quando indicado, otimizando o atendimento em situações de emergência.
Com a nova lei, espera-se um aprimoramento da oferta de tratamentos, impactando positivamente a saúde da população brasileira.
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Jornalista especializado em Saúde

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