Projeção de até 40% de aumento em razão do fenômeno El Niño é preocupação para o verão.

O Ministério da Saúde projeta um aumento entre 20% e 40% nos casos de dengue nos próximos meses e início do ano que vem, devido a mudanças climáticas relacionadas ao fenômeno El Niño. O dado foi compartilhado por Nilton Pereira, diretor do Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde.
"Temos projeções na área de vigilância epidemiológica de arboviroses, o que podemos ter, dependendo da região do país, é um aumento de 20% a 40% de dengue. Essa é uma das maiores preocupações, e estamos ajudando os estados a se prepararem para isso", disse Pereira em coletiva de imprensa.
✨ A região Sudeste, que abriga os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, pode enfrentar um aumento de até 40% nos casos, em um cenário considerado o pior.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou que as altas temperaturas e as chuvas intensas do verão favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue e a chikungunya. "É uma combinação do El Niño que agravará a situação, junto com a realidade epidemiológica da dengue em nossas regiões", afirmou.
Padilha também descartou a possibilidade de relançar a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ainda este ano, após a suspensão por eventos adversos. Ele afirmou que a vacinação continuará com o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório japonês Takeda.
O ministro espera que a vacina do Butantan esteja disponível novamente no próximo ano, e que os estudos em andamento esclarecerão as condições para seu uso no controle da dengue tanto no Brasil quanto em outros países.
Em julho, o Ministério da Saúde já havia emitido um alerta aos estados sobre o aumento do risco de transmissão de arboviroses devido ao El Niño. Projeções da Fiocruz indicam que o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027, com uma tendência de transmissão crescente para o Sul e o Centro-Oeste do Brasil.
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