Mais de 300 registros de contaminação foram feitos na Bélgica entre 2025 e 2026.

A recente ocorrência de Salmonella em ovos na Europa sublinha a relevância da rastreabilidade e da resposta veloz a alertas sanitários na produção de alimentos. Conforme informações de Roberta Zuge, mestre e doutora em Reprodução Animal pela USP, além de conselheira do Conselho Científico Agro Sustentável, mais de 300 registros referentes à Salmonella Enteritidis foram contabilizados na Bélgica entre fevereiro de 2025 e agosto de 2026.
A investigação apontou uma granja em Geel, na região de Flandres, onde estima-se que aproximadamente dois milhões de ovos potencialmente contaminados tenham sido comercializados. Além disso, esses produtos foram distribuídos para diferentes países da Europa. A Salmonella pode habitar galinhas sem causar sintomas, conseguindo contaminar os ovários e, consequentemente, o ovo antes que sua casca se forme.
✨ Na Bélgica, a identificação da contaminação levou à interdição de instalações, ampliação das análises e recolhimento de lotes de ovos.
No Brasil, o controle sanitário igualmente precisa de monitoramento, biosseguridade e fiscalização, mesmo com as variações nas estruturas e tecnologias entre diferentes regiões e produtores. O Programa Nacional de Sanidade Avícola é responsável por estabelecer diretrizes para a prevenção e controle sanitário. Especialistas ressaltam que a rastreabilidade, fiscalização e efetiva capacidade de resposta são cruciais para a diminuição de riscos e a proteção do consumidor. "Alertas sanitários e a retirada de produtos do mercado demonstram que a fiscalização é efetiva. O verdadeiro risco para o consumidor reside não na indústria inspecionada que corrige suas falhas, mas sim na informalidade que carece de rastreamento, na falta de origem comprovada dos produtos e na ausência de boas práticas de manipulação térmica durante o preparo dos alimentos", conclui Roberta Zuge.
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