Orientações visam proteger crianças e adolescentes na internet

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) esclareceu que médicos devem evitar a divulgação de conteúdos que possam identificar crianças e adolescentes nas redes sociais. Essa recomendação, publicada nesta quarta-feira, visa mitigar os riscos associados à exposição digital, considerando a vulnerabilidade dos jovens.
Com o aumento da presença de crianças online, a SBP enfatiza que mesmo com a autorização de responsáveis, os pediatras devem agir com cautela e refletir sobre o melhor interesse dos pequenos. A coordenadora do Grupo de Trabalho de Saúde Digital da SBP, Evelyn Eisenstein, destaca que a compreensão de crianças sobre a permanência de conteúdos na internet ainda é limitada.
✨ Proteção da dignidade infantil deve ser priorizada, acima de interesses promocionais.
Evelyn observa que a presença de médicos nas redes sociais deve ser alinhada à ética médica, podendo ser uma ferramenta eficaz para promover saúde e combater informações errôneas. No entanto, qualquer postagem deve ser cuidadosamente avaliada quanto à necessidade e segurança.
Além disso, o novo Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (Lei nº 15.211/2025) alerta para os riscos acentuados na privacidade e imagem dos jovens na era digital.
A SBP encoraja uma abordagem preventiva que priorize a proteção dos indivíduos mais vulneráveis, indicando uma necessidade urgente de revisão nas práticas digitais de profissionais de saúde.
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