Orientações ajudam a diferenciar emergências de sintomas comuns.

O inverno no Brasil, marcado pelo aumento de doenças respiratórias e infecções em crianças, gera preocupação entre os pais. Compreender quando buscar socorro médico, em vez de prosseguir para um pronto-socorro desnecessariamente, pode garantir o tratamento adequado e evitar deslocamentos. A Sociedade Brasileira de Pediatria alerta que é normal que crianças pequenas tenham entre 8 a 12 infecções por ano, e o desafio está em reconhecer a diferença entre quadros comuns e emergências.
A febre, por si só, não deve causar pânico nos pais. Muitas vezes, ela é um sinal do corpo enfrentando uma infecção, uma resposta natural do sistema imunológico. Maria da Glória Neiva, pediatra do Hospital Vitória Barra, ressalta a importância de observar o comportamento da criança. Se a criança está ativa, brincando e aceitando alimentos, é recomendado monitorar antes de procurar uma emergência.
✨ Cuidados simples, como oferecer líquidos, usar soro fisiológico para o nariz e manter a alimentação leve, são essenciais.
Christine Tamar, coordenadora médica da Emergência Pediátrica do Complexo Hospitalar de Niterói, afirma que ter uma 'farmacinha' básica em casa, com medicamentos prescritos pelo pediatra, evita ansiedades e idas desnecessárias a emergências. Antitérmicos e analgésicos devem estar disponíveis nas doses certas, sempre verificadas quanto à validade.
Em casos de suspeita de doenças contagiosas como gripes, a criança deve permanecer em casa. Isso é vital para a recuperação e para evitar que outras crianças sejam infectadas. Tamar destaca que imunização também é uma atitude de responsabilidade coletiva.
Luísa Chebabo, infectologista da Dasa, indica que manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para prevenir surtos. É imprescindível verificar as vacinas, incluindo reforços para doenças como sarampo e meningite, além das imunizações contra HPV, influenza e Covid-19.
Ao apresentar sinais como dificuldade para respirar, prostração extrema, recusa de líquidos ou febre persistente, a criança deve ser levada imediatamente a um atendimento médico para avaliação e tratamento adequado. Esteja sempre atento a esses sinais de alerta.
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