Relatório da AACR indica avanços significativos em tratamentos e diagnósticos desde 1970.

Um estudo recente da Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), divulgado em Filadélfia, indica que 71% das pessoas diagnosticadas com câncer nos Estados Unidos vivem pelo menos cinco anos após a detecção da doença. Esse percentual marca um significativo avanço em relação ao final dos anos 1970, quando a taxa era de apenas 49%.
Os dados apresentados fazem parte do relatório AACR Cancer Progress Report 2026, que foi reproduzido na revista científica Nature. Um dos destaques é o aumento da sobrevida em casos de câncer de pulmão. A epidemiologista Rebecca Siegel, da Sociedade Americana de Câncer, aponta que apenas 13% dos diagnosticados entre 1975 e 1979 sobreviviam por mais de cinco anos, enquanto entre 2016 e 2022 esse percentual subiu para 29%.
✨ Os avanços nos tratamentos, incluindo novas técnicas cirúrgicas e medicamentos que atuam no sistema imunológico, foram cruciais para esses resultados positivos.
A leucemia infantil é outro exemplo de progresso, com a taxa de sobrevida de cinco anos para leucemia linfoide em crianças e adolescentes crescendo de 57% para 90%. De acordo com Siegel, esse avanço foi resultante do aprimoramento nas dosagens e intervalos de tratamentos já existentes, e não de uma nova terapia revolucionária.
Adicionalmente, o câncer de fígado teve a taxa de sobrevida de cinco anos multiplicada por três, atingindo 22% desde a década de 1990. No entanto, apesar desses avanços, o relatório também enfatiza que alguns tipos de câncer ainda apresentam desafios significativos para os pesquisadores.
Michel Coleman, epidemiologista da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, destaca que embora as estatísticas globais indiquem um aumento na sobrevida, esse progresso não é uniforme entre as diferentes formas da doença.
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Jornalista especializado em Saúde

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