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Saúde
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Walker Lahmann destaca desafios na importação de ingredientes farmacêuticos

Evento Eloos discute oportunidades e gargalos da indústria brasileira

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 13:00
Walker Lahmann destaca desafios na importação de ingredientes farmacêuticos

Durante o evento Eloos, realizado em Belo Horizonte, Walker Lahmann, diretor executivo de relações institucionais da Eurofarma, apontou que a importação de ingredientes essenciais é um obstáculo significativo para a indústria farmacêutica brasileira. Segundo Lahmann, cerca de 70% dos medicamentos consumidos no país são produzidos localmente, o que demonstra a capacidade nacional, mas a dependência de insumos importados limita esse potencial.

O executivo mencionou que a maior parte desses insumos vem de países como China e Índia, e destacou que essa realidade não se restringe ao Brasil, sendo comum em diversas nações. A complexidade na produção desses ingredientes e a intensa concorrência internacional tornam ainda mais desafiador o cenário da produção farmacêutica.

Evento Eloos e suas discussões

O ciclo Eloos, que incluiu Lahmann como palestrante, foca em debater os desafios e as oportunidades da indústria brasileira. O evento, promovido em colaboração entre a Itatiaia e a CNN Brasil, contou com a participação de líderes políticos e empresariais que discutem o papel da indústria na economia do país.

O Brasil ocupa uma posição privilegiada na produção farmacêutica, mas enfrenta desafios significativos.

A programação do evento incluiu três painéis. O primeiro abordou os gargalos que afetam a competitividade brasileira no comércio internacional, como a fragilidade nos mecanismos de defesa comercial e o conhecido ‘Custo Brasil’, que compreende custos elevados relacionados à logística, legislação tributária e outros fatores.

Os debates seguiram com a análise de novos pactos de trabalho, com ênfase nas implicações da proposta de término da escala 6x1 e como isso afetaria as áreas de comércio, serviços e indústria, além de discutir o apagão de mão de obra técnica.

Por fim, o ciclo Eloos trouxe à tona a diversificação da indústria, destacando o futuro do setor em Minas Gerais, com a meta de transformar o estado em uma plataforma diversificada que integre siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia.

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