Cenário de freelancers no Brasil: falta de benefícios é alarmante
Estudo revela que 60% dos profissionais PJ não possuem benefícios estruturados

Um novo estudo revela que 60,3% dos freelancers e profissionais que trabalham como Pessoa Jurídica (PJ) no Brasil carecem de benefícios estruturados, mesmo atuando de maneira constante. A pesquisa, que incluiu 73 profissionais de áreas como marketing, comunicação, e tecnologia, indica uma realidade preocupante no mercado de trabalho atual.
Conduzido pela HUG, uma empresa focada em curadoria e alocação de talentos, o estudo revelou que 76,8% dos participantes atuam como freelancers ou PJs há mais de um ano, enquanto 49,3% se mantêm nesse modelo há mais de quatro anos. Apesar dessa jornada, poucos conseguem se equiparar aos benefícios oferecidos pelo emprego tradicional.
✨ Apenas 17,8% possuem plano de saúde próprio e 13,7% mantêm uma reserva para férias.
Gustavo Loureiro Gomes, fundador e CEO da HUG, destacou que o modelo PJ não é mais visto como uma solução temporária por muitos profissionais. "Hoje, existe um número crescente de indivíduos que construíram suas carreiras baseados nesse formato", afirmou.
Mudanças e Retornos ao Modelo CLT
Apesar de muitos preferirem continuar como autônomos, alguns entrevistados consideram a possibilidade de retornar ao regime CLT sob certas condições. Um salário mais elevado do que o atual foi mencionado por 27,4% como um motivador potencial. A flexibilidade de trabalho e o remoto influenciam 24,7% nas decisões, enquanto 21,9% priorizam a estabilidade financeira e 17,8% valorizam benefícios como saúde e previdência.
A análise sugere que a discussão sobre o futuro do trabalho não se resume mais apenas a uma escolha binária entre CLT e PJ. O foco agora se direciona a modelos híbridos que combinem a autonomia profissional com garantias de proteção e desenvolvimento de carreira.
Profissionalização e Estruturas de Apoio
O estudo também revelou uma tendência para vínculos mais longos entre freelancers e seus clientes. Atualmente, 38,4% dos participantes operam sob um modelo híbrido, misturando diferentes tipos de contratos, enquanto 26% mantêm acordos permanentes com um ou dois clientes principais.
Em resposta a essas demandas, a HUG está desenvolvendo uma rede de apoio voltada para os profissionais de sua comunidade. A iniciativa inclui a oferta de benefícios e oportunidades de crescimento, tentando alinhar a estrutura do modelo CLT à realidade dos trabalhadores autônomos.
""Nosso papel vai além da intermediação entre empresas e talentos. Buscamos um ecossistema que ofereça benefícios, capacitação e acompanhamento contínuo."
✨ O futuro do trabalho depende de estruturas que garantam tanto flexibilidade quanto segurança para os trabalhadores.
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