Rentabilidade em 2026 supera 2025, apesar de custos elevados

A safra de mamão no Vale do São Francisco, que ocorre entre abril e julho, alcançou uma rentabilidade notável em 2026, mostrando uma alta de 41% nas cotações médias em comparação ao ano anterior, apesar de enfrentar dificuldades na produção.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor médio registrado foi de R$ 1,88 por quilo, enquanto os níveis de produção ficaram 24,17% abaixo dos apresentados em 2025, resultando em um menor volume total na safra.
Os produtores, no entanto, enfrentaram o aumento significativo dos custos de produção, que subiram 16%, alcançando R$ 1,37 por quilo durante o mesmo período, em grande parte devido à elevação nos preços dos insumos, como defensivos e produtos utilizados na plasticultura, como o mulching.
Os especialistas do Cepea destacam que o conflito no Oriente Médio impactou diretamente a aquisição desses insumos, causando uma elevação nos gastos. Além disso, as chuvas intensas na região aumentaram a necessidade de aplicação de defensivos e investimentos em sementes mais resistentes às alterações climáticas.
✨ Apesar da alta nos preços do mamão, o incremento dos custos de produção limitou a rentabilidade, que gerou uma margem média de R$ 0,51 por quilo, 236% superior à safra de 2025, mas ainda abaixo de resultados mais favoráveis, como os de 2024.
Embora a situação atual represente um avanço, os ganhos médios continuam sendo inferiores aos registrados em safras mais lucrativas, como a de 2024, quando a rentabilidade atingiu R$ 1,18 por quilo.
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