Voltar
agricultura
2 min de leitura

Brasil confirma que não solicitou flexibilização de regras da UE

Exportações de carnes estão em risco após retirada do país da lista de aptos

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 16:50
Brasil confirma que não solicitou flexibilização de regras da UE

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revelou nesta quinta-feira (23) que o Brasil não solicitou à União Europeia a flexibilização das regras sanitárias para as exportações de carnes e outros produtos de origem animal. O governo brasileiro continua em negociação técnica com as autoridades da UE e aguarda um retorno sobre a documentação que foi apresentada.

Impacto nas exportações

Em junho, a União Europeia removeu o Brasil da lista de países considerados habilitados a seguir essas normas, o que pode resultar na suspensão das exportações de carne e produtos de origem animal a partir de 3 de setembro, caso uma solução não seja encontrada.

O Mapa declarou que as autoridades europeias 'ainda não forneceram uma manifestação conclusiva' sobre os documentos técnicos enviados pelo Brasil.

Garantias apresentadas pelo Brasil

No comunicado, o ministério afirmou que já enviou à Comissão Europeia detalhes sobre os mecanismos de fiscalização em vigor e as garantias que o sistema de controle sanitário brasileiro oferece, abrangendo categorias como carne bovina, carne de frango, ovos, mel e produtos pesqueiros. Essa documentação tem o objetivo de demonstrar como o Brasil assegura a verificação, fiscalização, rastreabilidade e monitoramento dos produtos destinados ao mercado europeu.

O Brasil mantém uma relação comercial com mais de 150 países, sustentando seu reconhecimento no cenário internacional devido à eficácia de seu sistema de fiscalização.

Divergências nas exigências sanitárias

A principal divergência entre o Brasil e a União Europeia refere-se à forma de comprovação das exigências sanitárias. O Mapa considera 'inaceitável' a exigência de comprovação prévia da implementação de medidas que, por natureza, são cumpridas ao longo do ciclo produtivo dos animais.

O ministério enfatiza que cabe ao sistema de fiscalização oficial certificar o cumprimento das normas e evitar que produtos que não atendam aos padrões sejam autorizados para exportação.

Além disso, o Mapa ressaltou que a permanência na lista de países autorizados a exportar para a UE não garante que todos os produtos sejam automaticamente aptos para exportação, pois isso depende do cumprimento das exigências sanitaristas a cada ciclo produtivo.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de agricultura