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agricultura
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Mercado de milho observa chuvas e contexto econômico

Análise aponta riscos e oportunidades para a safra e cotações

Mariana Souza14 de abril de 2026 às 15:45
Mercado de milho observa chuvas e contexto econômico

O mercado de milho brasileiro deve voltar suas atenções para as chuvas no Centro-Sul do país nos próximos dias, conforme um relatório da Grãos Direto, divulgado na segunda-feira (13). A quantidade e a regularidade das chuvas até maio são cruciais para a produtividade da safrinha.

A falta de chuvas em áreas críticas, como Paraná e sul de Mato Grosso do Sul, pode acarretar riscos nas cotações da B3.

Com relação ao cenário internacional, o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos está sendo monitorado. Dados do USDA indicam uma possível redução na área plantada com milho em favor da soja. Afinal, se os trabalhos de campo atrasarem devido ao excesso de umidade no Corn Belt, isso pode elevar os preços do milho em Chicago.

No Brasil, a expectativa do próximo levantamento de safra pela Conab é um fator determinante, especialmente se ele apresentar uma revisão negativa para a safrinha devido a problemas de estresse hídrico.

Do ponto de vista macroeconômico, houve um alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, resultando em impacto positivo no câmbio. O dólar, que caiu 2,88% na última semana, encerrou a R$ 5,01, o menor valor desde o primeiro semestre de 2024.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março apresentou alta de 0,88%, superando as previsões, o que pode manter os juros em níveis elevados. Essa situação de dólar mais baixo e juros altos é atrativa para investimentos estrangeiros, porém pode comprometer a competitividade das exportações brasileiras de grãos, que se tornam menos valiosas na moeda nacional.

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Os produtores devem acompanhar com atenção o mercado e os custos de produção para tomar decisões informadas.

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