Entidade busca evitar concentração de vendas antecipadas e garantir estabilidade nas exportações.

O presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Roberto Perosa, classificou 2026 como um "ano atípico" devido à suspensão das vendas para a União Europeia, esgotamento da cota chinesa e a reintegração dos Estados Unidos como comprador de carne magra, especialmente do Brasil.
A cota de 1,106 milhão de toneladas, imposta pelas medidas de salvaguarda chinesas, causou uma quase interrupção das exportações, resultando em uma queda de 98% em agosto. Perosa afirma que sem as restrições, o Brasil poderia ter exportado 2 milhões de toneladas para a China.
✨ A Abiec defende que a nova cota de 1,128 milhão de toneladas para 2027 seja distribuída de forma a evitar a concentração das vendas em um único semestre, propondo um modelo que distribua as cotas conforme o histórico de exportação das empresas.
A proposta já foi apresentada ao governo, mas não avançou. A entidade considera fundamental garantir uma previsibilidade regulatória para evitar escassez de contratos, que afeta decisões de abate dos frigoríficos. Uma missão chinesa chegará ao Brasil em breve para habilitar novas plantas frigoríficas, enquanto 63 unidades já estão autorizadas a exportar.
Perosa enfatiza que a demanda chinesa será crucial, uma vez que os estoques de carne na China estão altos e a produção de carne suína aumentou, fatores que podem influenciar as compras no próximo ano.
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