Acordo sobre protocolos críticos é alcançado após auditoria sanitária no Brasil.

A União Europeia (UE) avançou nas negociações para retomar as importações de carne de frango do Brasil, conforme anunciado na quarta-feira (16) pelo ministro substituto e secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares.
O governo brasileiro recebeu, na segunda-feira (14), uma comunicação oficial do bloco informando sobre o acordo interno alcançado quanto aos protocolos considerados críticos para o retorno dos embarques. Esse progresso ocorreu após uma auditoria sanitária feita por uma missão europeia no Brasil, entre 24 de agosto e 4 de setembro.
Durante a auditoria, a equipe europeia avaliou os sistemas de controle nas cadeias de aves e de mel. Ao finalizar a missão, o Mapa comunicou que os técnicos europeus consideraram satisfatórios os controles e procedimentos estabelecidos, embora ainda haja etapas formais necessárias para que o Brasil seja reintegrado à lista de fornecedores autorizados.
✨ As tratativas entre o Brasil e a UE se intensificaram após a exclusão do Brasil da lista de países habilitados a fornecer carnes ao bloco, com novas regras sobre antimicrobianos, anunciada em 12 de maio e formalizada em junho.
Essas novas regras exigem que os países exportadores comprovem a não utilização de antimicrobianos para promover o crescimento ou rendimento das aves, além de respeitar restrições a medicamentos reservados na UE para uso humano. Desde a implementação dessas restrições em 3 de setembro, o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores apresentaram documentação técnica para demonstrar o cumprimento das exigências.
A expectativa agora é a recepção do protocolo detalhado das autoridades europeias, o que poderá levar à normalização do comércio de carne de frango entre Brasil e a UE. Antes do impasse, em agosto, o bloco importou 42,43 mil toneladas de carne de frango brasileiro, e as exportações totais do Brasil para todos os destinos somaram 3,92 milhões de toneladas entre janeiro e agosto de 2025, representando um aumento de 15,5% em relação ao ano anterior.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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