Representantes do setor agropecuário reagem à proibição imposta pela União Europeia.

A recente confirmação do Brasil na lista de países banidos da exportação de carnes para a União Europeia a partir de setembro gerou revolta entre representantes do setor agrícola. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) denunciou a decisão como uma "tática burocrática para impor obstáculos artificiais ao comércio internacional".
De acordo com a Faesp, o foco europeu no uso de antibióticos se revela questionável, pois países como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, que utilizam produtos fitossanitários semelhantes, não enfrentaram restrições da UE. Essa assimetria no tratamento dos concorrentes é vista como um sinal claro de proteção comercial que visa restringir a competitividade do Brasil.
"O Brasil, consolidado historicamente como um dos maiores produtores e exportadores de carne do mundo, não pode aceitar passivamente ser alvo de retaliações geopolíticas infundadas.
✨ A Faesp pede uma ação mais decisiva do governo federal em relação à diplomacia comercial e sugere que Argentina e Uruguai se unam para formar uma frente regional forte.
O governo brasileiro busca reverter essa decisão da UE, mas enfrenta desafios. O comitê técnico que discutirá o assunto só se reunirá em outubro, após o início do embargo, tornando necessário persuadir o colegiado a realizar uma reunião extraordinária para tratar do tema.
O Brasil é um dos principais exportadores de carne do mundo, e a restrição da UE representa uma ameaça significativa à sua indústria de carnes. A determinação de abordar o tema também pode requerer discussão direta no Palácio do Planalto com a Comissão Europeia.
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