Estudo revela impactos graves de herbicidas hormonais na vitivinicultura

Vinhedos do Rio Grande do Sul enfrentam perdas de produtividade entre 20% e 80% devido à deriva de herbicidas hormonais, como 2,4-D e dicamba, conforme aponta um estudo a ser apresentado em Dom Pedrito.
A pesquisa, realizada pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e pela Fundação Empresa-Escola de Engenharia da UFRGS, analisou ocorrências de deriva entre 2018 e 2025, registrando mais de 400 casos.
✨ Cerca de 700 hectares de vinhedos foram diretamente impactados, mas o número real pode ser maior.
Esses herbicidas são comumente utilizados em ambientes agrícolas extensivos, levando a uma média de 57 ocorrências anuais de deriva. O impacto não é apenas imediato; também se reflete nos custos de manejo e na recuperação das plantas afetadas.
Entre os danos observados estão abortamento floral, menor pegamento de frutos e deformações das plantas, o que representa não apenas uma queda na produção, mas também um desafio econômico significativo.
Shana Sabbado Flores, pesquisadora do estudo, enfatiza que a deriva deixou de ser vista como um evento isolado e se tornou um risco constante, afetando decisões sobre investimentos e crescimento na viticultura local.
O estudo traz uma abordagem inédita sobre o problema, fornecendo dados quantitativos e uma metodologia de monitoramento, que poderá ser aprimorada no futuro para melhor compreensão e manejo dos efeitos da deriva.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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