Aumento de 1,9% em agosto gera preocupações com a oferta

Os preços globais das commodities alimentícias apresentaram um aumento em agosto, conforme relatado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O Índice de Preços de Alimentos atingiu 133,3 pontos, refletindo uma alta de 1,9% em relação ao mês anterior e um incremento de 2,5% comparado ao mesmo mês do ano anterior.
Esse aumento nos preços está relacionado a temperaturas elevadas e riscos climáticos que ameaçam a oferta global. O Índice de Preços do Açúcar, em particular, surpreendeu com um aumento mensal de 11,9%, impactado por uma menor expectativa de produtividade na beterraba açucareira na União Europeia, além de fatores como os efeitos do El Niño e a redução na produção no Brasil.
✨ Preços dos cereais também apresentaram aumento, com o trigo subindo 2,6% e o milho 2,5%.
Entre as outras commodities, o índice dos cereais mostrou um avanço de 2,2% desde julho, com o trigo registrando alta de 2,6%, o que representa 15% acima do nível de um ano atrás. Esse cenário surge em meio a desafios como interrupções na logística de exportação do Mar Negro e condições climáticas adversas na Europa.
O milho teve um aumento de 2,5%, impulsionado por preocupações com as lavouras nos Estados Unidos e a demanda do setor de etanol e ração. O arroz, por sua vez, subiu 0,5%, sustentado por compras continuadas de países na Ásia e na África.
Em um relatório separado, a FAO estima que a produção global de cereais para 2026 será de 2,98 bilhões de toneladas, um recuo de 2% em relação a 2025. A produção de milho foi revisada para baixo, enquanto a de trigo aumentou.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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