Especialistas alertam para necessidade de monitoramento e controle da praga nas lavouras.

As lavouras de soja podem enfrentar adversidades devido à mosca-branca (Bemisia tabaci), uma praga que pode causar perdas significativas na safra 2026/27. Especialistas indicam que as condições para o seu desenvolvimento são favoráveis, exigindo atenção especial dos produtores.
Germison Tomquelski, pesquisador da Desafios Agro em Chapadão do Sul (MS), ressalta a importância de começar o monitoramento desde o início do ciclo da cultura. "Acreditamos que será uma safra de mosca-branca, daí a necessidade de preparação para o enfrentamento", alerta.
✨ A mosca-branca pode reduzir a produtividade da soja em até 70%, além de transmitir viroses.
Ele lembra que anos com El Niño costumam acelerar o ciclo de pragas. Historicamente, safras anteriores tiveram dificuldades no controle da mosca-branca, com falta de produtos específicos. "O produtor precisa estar mais presente no campo, especialmente no monitoramento", recomenda.
A atenção deve começar pelas bordaduras das lavouras, onde as primeiro revoadas de adultos costumam aparecer. É crucial identificar a presença de ninfas nos folíolos rapidamente, utilizando lupa para detectar as formas jovens da praga e tomar medidas de controle.
Tomquelski destaca a importância de que a lavoura chegue ao fechamento com níveis baixos de infestação. "É essencial que não haja ninfas na planta neste estágio", enfatiza.
A mosca-branca se alimenta da seiva da soja, o que pode resultar na eliminação de substâncias açucaradas das folhas e favorecer a fumagina, prejudicando a fotossíntese. Isso resulta em menos formação de grãos e queda na produtividade.
Germison sugere que os produtores não esperem pelo momento das aplicações de fungicidas para controlar a praga, mas sim que iniciem o controle nas primeiras infestações com produtos que atuem sobre ovos e ninfas.
Ele destaca a buprofezina como um ingrediente ativo eficaz sobre as formas jovens da mosca-branca, com eficácia de até 80%. O monitoramento contínuo é vital para detectar casos de viroses e não confundir os sintomas.
Por fim, Germison recomenda que, em caso de suspeitas de viroses, os produtores consultem a empresa responsável pela semente para uma avaliação adequada, garantindo que a análise das lavouras seja feita por especialistas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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