Engenheira agrônoma destaca riscos e limitações em lavouras em terrenos inclinados.

O crescimento da agricultura em regiões montanhosas no Rio Grande do Sul está gerando debates sobre sua viabilidade e os riscos envolvidos. A engenheira agrônoma Fabiola De Almeida Machado observa que, apesar do aumento nas lavouras de grãos, especialmente a soja, a predominância ainda é de terrenos planos.
Enquanto áreas com relevo acidentado começam a ser exploradas, as superfícies planas são vistas como mais apropriadas para o cultivo em grande escala. Nesses locais, a utilização de máquinas agrícolas se torna mais eficiente, minimizando riscos que podem afetar a produção.
✨ Erosão do solo surge como um dos principais desafios em terrenos inclinados.
A erosão intensificada é uma preocupação significativa, pois afeta a estrutura do solo e a sua fertilidade natural. Essas condições prejudiciais demandam um manejo rigoroso e correções frequentes para evitar perdas produtivas a longo prazo.
Por conta das limitações mencionadas, as áreas montanhosas são mais frequentemente utilizadas para pastagens, fruticultura e reflorestamento. Essas opções se adaptam melhor ao relevo e apresentam riscos menores de degradação, além de serem mais sustentáveis economicamente.
Embora seja possível cultivar grãos em terrenos inclinados, isso implica custos elevados e maior susceptibilidade a perdas. Portanto, a instalação de lavouras nessas áreas não é uma escolha recomendada para produções em larga escala sem o adequado planejamento e práticas de conservação do solo.
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