Comerciais da soja enfrentam desafios em diversas regiões, enquanto focam na nova safra.

O mercado físico da soja está enfrentando baixa liquidez em regiões produtoras importantes, com preços apresentando recuo e sem avanço significativo da oferta. De acordo com análise da TF Agroeconômica, a combinação de um Chicago mais fraco e a perda de sustentação do câmbio resultaram em pressão sobre os preços, enquanto os produtores estão adotando uma postura defensiva.
No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande continua a oferecer um prêmio sobre o interior, mas perdeu parte do suporte cambial. Os preços de referência estão em R$ 162,50 por saca, com Ijuí marcando R$ 154,00, Cruz Alta R$ 155,00 e Passo Fundo R$ 154,50. Apesar dos ajustes, não houve um aumento relevante nas vendas.
Em Santa Catarina, São Francisco do Sul teve uma queda de 0,62%, para R$ 161,00. Os produtores estão cada vez mais voltados para a nova safra, beneficiados pela presença de umidade, embora o excesso possa limitar as janelas de semeadura. No Paraná, os preços caíram com Paranaguá a R$ 161,00 e Cascavel a R$ 150,00, sem que essa redução estimulasse negócios.
✨ Em Mato Grosso do Sul, a combinação do recuo nos preços com o déficit de armazenagem, que é de 17,19 milhões de toneladas contra uma necessidade de 29,22 milhões, pode impulsionar vendas no futuro.
Já em Mato Grosso, Rondonópolis teve uma queda para R$ 147,00 por saca. A irregularidade das chuvas continua a influenciar o plantio, com produtores avaliando o risco de semeadura em áreas secas e os impactos que eventuais atrasos podem ter sobre a janela do milho da segunda safra.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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