Brasil busca reabertura do mercado europeu para carne bovina
Entidades do setor discutem protocolos para exportação

Entidades da cadeia produtiva de carne bovina no Brasil concordaram que é essencial buscar a reabertura do mercado europeu. Para isso, devem seguir as diretrizes do Protocolo de Exportação de Bovinos Livres de Antimicrobianos.
O protocolo, que foi homologado pelo Ministério da Agricultura no início de junho, é exclusivo para pecuaristas que desejam exportar para o bloco europeu, sem impor novas exigências aos demais criadores da região.
Reunião e Próximos Passos
Durante uma reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina em Brasília, ficou decidido que a posição da entidade será enviada ao ministro da Agricultura, André de Paula, para auxiliar nas negociações com a União Europeia.
Uma nova reunião está programada para o dia 18 de agosto, segundo André Bartocci, presidente da câmara setorial.
A saída do Brasil da lista da Comissão Europeia de países autorizados a exportar produtos de origem animal, em maio, levantou debates acirrados na indústria. O país foi excluído devido à alegação de falhas em comprovar a conformidade com as regras sobre antimicrobianos.
✨ O Brasil pode voltar a exportar carne para a Europa em cerca de dois a três anos, caso inicie a certificação da produção imediatamente.
Os frigoríficos e pecuaristas têm visões diferentes sobre como resolver esta situação. Enquanto os frigoríficos sugerem a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento durante a produção, os pecuaristas acreditam que as restrições deveriam se aplicar somente àqueles que desejam vender animais para exportação.
"É falta de bom senso suspender (antimicrobianos) no Brasil inteiro, a não ser que houvesse comprovação científica de que os produtos afetam a saúde
Bartocci também ressaltou que a Europa, embora seja um mercado pequeno em comparação a outros destinos, é essencial para o Brasil, pois frequentemente paga mais pela carne e pode abrir portas para outros mercados importantes, como Japão e Coreia do Sul.
O protocolo homologado estabelece que a carne destinada à Europa deve provenir de bovinos que nunca foram tratados com antimicrobianos proibidos, o que requer uma nova abordagem nas práticas de pecuária.
Contexto
Atualmente, 47 frigoríficos e 20 fazendas estão se adequando ao novo protocolo, visando manter suas operações de exportação. A situação ainda gera discussões entre as partes sobre a necessidade de um sistema de segregação e sobre o uso dos ionóforos, antibióticos naturais.
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