Embaixador defende planejamento do Brasil para o mercado europeu
Reunião aborda exigências da UE sobre exportações de carne brasileira

O embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, chefe da missão brasileira na União Europeia, fez um alerta nesta terça-feira (4) sobre a necessidade urgente do Brasil em adotar uma 'visão realista' do mercado europeu. Ele destacou a importância de um planejamento a longo prazo para que o país possa se adequar às novas exigências comerciais.
A declaração foi feita durante uma reunião fechada do Grupo de Trabalho sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, convocada pelo senador Nelsinho Trad. O foco do encontro foram as demandas da União Europeia relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na carne destinada à exportação, um dos requisitos para a manutenção do acesso do Brasil ao mercado europeu.
✨ Sem o cumprimento dessas exigências, as exportações de carne brasileiras podem ser bloqueadas em até um mês.
Em maio, a UE anunciou que o Brasil seria retirado da lista de países autorizados a realizar exportações para a região a partir de setembro. Isso gerou preocupações no setor agrícola brasileiro, que luta para reverter essa decisão através de diversas vias, incluindo técnicas e diplomáticas.
Durante a reunião, o embaixador reafirmou que o Brasil deve comprovar sua capacidade de separar os produtos destinados à Europa, evitando a contaminação por antimicrobianos proibidos. É essencial que a produção seja rastreável ao longo de toda a cadeia produtiva para garantir que apenas produtos em conformidade sejam exportados.
A conversa também incluiu a proposta de uma nova reunião com o embaixador da UE no Brasil, Francisco André, recém-nomeado. Participaram do encontro representantes de várias instituições, incluindo ministérios e organismos do setor agrícola, além de especialistas em rastreabilidade.
Fernanda Maciel Carneiro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, enfatizou que a ciência deve prevalecer nas decisões comerciais, destacando que o Brasil já atende a várias exigências complexas do mercado global.
"Precisamos compreender quais requisitos ainda impedem o reconhecimento do nosso sistema sanitário
O embaixador Philip Fox, do Itamaraty, acrescentou que o cenário do comércio internacional está se tornando mais fragmentado, o que torna fundamental a construção de um diálogo político mais robusto para assegurar que o Brasil não seja tratado de forma menos favorável do que outros países sem acordos com a UE.
"A diplomacia parlamentar existe para abrir esses canais de diálogo e construir soluções antes que os problemas afetem os produtores
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