Cana-de-açúcar e milho complementam a oferta de biocombustível no país

A produção de etanol no Brasil passa por um processo de diversificação com a utilização do milho como matéria-prima, além da tradicional cana-de-açúcar.
Segundo o Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (GAPE ESALQ), ambas as fontes têm características distintas de processamento, mas podem atuar de forma complementar na ampliação da oferta do biocombustível.
Na cana-de-açúcar, os açúcares disponíveis podem seguir diretamente para a fermentação. No milho, é necessário realizar a conversão enzimática do amido em açúcares fermentescíveis antes desse estágio.
Após a fermentação, o etanol é separado e purificado para a obtenção do produto final. O processamento do milho também permite o aproveitamento de outras frações do grão, resultando em coprodutos como o DDGS (grãos secos de destilaria) e o óleo de milho.
✨ A diversidade na produção de etanol, combinando cana e milho, favorece o aproveitamento de coprodutos e a ampliação da disponibilidade do biocombustível no Brasil.
Essas diferenças entre milho e cana se refletem nas configurações agrícolas, industriais e energéticas. O uso do milho pode garantir a produção de etanol durante todo o ano, inclusive na entressafra da cana.
Uma alternativa é integrar o processamento do milho à estrutura existente nas usinas flex, permitindo que ambas as matérias-primas funcionem de maneira complementar e contribuindo para a diversificação da produção.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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