Expansão da área cultivada não impede redução nas compras externas.

As importações de fertilizantes no Brasil devem registrar uma queda de 12 a 14% na safra 2026/27, mesmo com uma expansão de 2,3% da área cultivada. Essa redução não é atribuída ao aumento dos preços internacionais, mas sim à diminuição dos custos de produção e à necessidade de preservar as margens do produtor.
De janeiro até a terceira semana de outubro, as compras externas de fertilizantes somaram aproximadamente 30.460.000 toneladas, enquanto no ano passado o total foi de 45.500.000 toneladas. A projeção mais otimista para 2026 é de cerca de 40.200.000 toneladas.
A queda nas importações ocorre em um contexto distinto comparado a períodos anteriores. Entre 2021 e 2023, a guerra entre Rússia e Ucrânia e outras tensões internacionais levaram o preço dos fertilizantes de cerca de $40 para quase $400 por tonelada em 2026.
A diminuição das importações também influencia a logística, especialmente no porto de Paranaguá, que representou cerca de 28% das importações brasileiras de fertilizantes em 2022. A expectativa é que esse percentual caia para 22% em 2025.
Os produtores se deparam com o desafio de ajustar a aplicação de fertilizantes de acordo com as necessidades específicas de cada área, utilizando técnicas como agricultura de precisão para evitar desperdícios. A análise de solo e a aplicação em taxa variável são possibilidades que podem aumentar a eficiência na utilização dos insumos.
✨ Para a próxima safra, espera-se uma recuperação no crédito e um aumento nas importações, que podem alcançar 47 milhões de toneladas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mudanças no mercado influenciam a demanda e preços dos insumos agrícolas

Repórter Rana Kerb esclarece modalidades e pontos importantes do crédito rural

Relatório aponta riscos de perda de produtividade no Centro-Oeste

Incertezas sobre a safra de 2026 elevam potencial de importações e impactam preços internos.