Projeção aponta que importações cairão mesmo com aumento na área cultivada.

Uma recente projeção indica que a importação de fertilizantes pelo Brasil deverá reduzir em mais de 12% em 2026, mesmo diante de um aumento de 2,3% na área cultivada no ciclo 2026/2027. Os dados foram apresentados pelo especialista Giovani Ferreira no programa Agroexport.
Atualmente, o Brasil depende de mais de 85% de fertilizantes importados para adubar suas safras de inverno e verão. A expectativa é de que a importação total chegue a aproximadamente 40,2 milhões de toneladas em 2026, enquanto em 2025 esse número foi de 45,5 milhões de toneladas.
O Porto de Paranaguá se destaca como o principal ponto de entrada, respondendo por 25% do volume de fertilizantes importados em 2024. Contudo, essa participação tende a diminuir, passando para 24% em 2025 e 22% em 2026. O Arco Norte, por outro lado, tem aumentando sua participação no cenário das importações.
Diversos fatores contribuem para essa redução na importação, como os crescentes custos de produção, que levam os agricultores a buscarem alternativas para diminuir o uso de fertilizantes. Além disso, a normalização dos preços, que retornaram aos níveis pré-conflito, em torno de R$ 350 por tonelada, e a análise do solo, com o uso de taxas variáveis, são estratégias que visam aumentar a eficiência na aplicação dos insumos. Essas mudanças são essenciais para garantir a sustentabilidade da agricultura no Brasil, especialmente em um contexto de demanda crescente por alimentos.
✨ Projeção indica que importação de fertilizantes pelo Brasil deve totalizar 40,2 milhões de toneladas em 2026, com redução superior a 12%.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Bactéria contribui para o sucesso no cultivo de soja e milho

Evento discute a importância dos minerais críticos e a sustentabilidade no agro.

Evento promovido pela CATI reuniu 25 participantes para aprender sobre o cultivo consorciado e valorização do cacau.

Medida visa aumentar produção nacional e reduzir importações durante Semana do Clima em Nova York.