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Agronegócio
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Café gera R$ 3,3 bilhões em vendas de defensivos na safra 2025/26

Setor de cafeicultura mostra crescimento expressivo nas vendas e áreas tratadas

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 14:20
Café gera R$ 3,3 bilhões em vendas de defensivos na safra 2025/26

A cafeicultura brasileira alcançou um marco significativo na safra 2025/26, movimentando R$ 3,3 bilhões em defensivos agrícolas. Esse aumento de 22% em comparação com a safra anterior foi revelado pelo estudo FarmTrak Café, desenvolvido pela Kynetec Brasil.

Crescimento nas Áreas Tratadas e nas Aplicações

De acordo com o levantamento, a área total tratada atingiu 42,8 milhões de hectares, elevando-se de 35,3 milhões na safra passad. Além disso, o especialista Felipe Abelha destacou que a área dedicada ao cultivo do café cresceu 4%, alcançando 2,186 milhões de hectares.

Os produtores também aumentaram significativamente o número de tratamentos, com uma média que passou de 16,9 para 19,8 aplicações por safra, refletindo um maior comprometimento com o manejo fitossanitário da cultura.

Os fungicidas lideraram as vendas, totalizando R$ 973 milhões.

Entre os produtos, os fungicidas se destacaram, representando 29% do montante total, com vendas que cresceram 25% em relação à safra anterior. A adesão a fungicidas premium também saltou de 21% para 38% em um ano.

Inseticidas e Outros Insumos

Os inseticidas foram a categoria que mais cresceu, com um aumento de 30% nas vendas, totalizando R$ 760 milhões, o que representa 23% do total de defensivos vendidos. Esse aumento se deve, principalmente, ao controle de pragas como a broca-do-café e o bicho-mineiro.

Impactos das Pragas

O manejo da broca-do-café custou cerca de R$ 350 milhões, um aumento de 38% em comparação ao ano anterior.

Além disso, o controle do bicho-mineiro também apresentou aumentos expressivos, tanto em termos de tratamentos adotados quanto em custos. O total destinado a controle dessa praga subiu 30%, refletindo desafios crescentes na cafeicultura.

Outras Categorias em Destaque

Os produtos para solo e herbicidas também mostraram um desempenho robusto, com vendas de R$ 626 milhões e R$ 627 milhões, respectivamente. Já os nematicidas tiveram um crescimento de 51%, alcançando R$ 218 milhões.

Para compilar esses dados, a Kynetec Brasil conduziu 1.110 entrevistas com produtores de diferentes regiões do país, com foco nas principais áreas de produção, como Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Bahia.

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