Iniciativa busca conscientizar produtores sobre materiais estranhos no tabaco

A presença de materiais estranhos no tabaco curado pode afetar sua qualidade e valor de mercado, motivando o início de uma nova campanha do Programa Tabaco Limpo. Esta iniciativa visa conscientizar os produtores sobre a importância de adotar medidas preventivas contra a contaminação durante o enfardamento.
Materiais como fios de sacaria de ráfia, plásticos, capins, penas, insetos e outros resíduos vegetais são especificamente rejeitados no mercado internacional, sendo referidos como Non-Tobacco Related Material (NTRM).
Carlos Sehn, coordenador do Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro), aponta que a contaminação geralmente é resultado de falta de conhecimento ou descuido em várias etapas do processo produtivo, como na colheita e na classificação.
✨ Para garantir a qualidade do tabaco, é fundamental realizar o controle de plantas daninhas, não utilizar sacos de ráfia durante a colheita e assegurar que o local de enfardamento seja limpo e bem iluminado.
Entre as recomendações, destaca-se a importância de limpar o paiol antes do armazenamento do tabaco curado, cobri-lo com panos de algodão e manter a área livre de animais durante o processo.
O Programa Tabaco Limpo conta com a colaboração de várias entidades representativas, incluindo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e diversas federações de trabalhadores e agricultores.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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