A companhia investirá em novas instalações e equipamentos mientras considera oferta pública de ações.

A Caramuru Alimentos, detentora da marca Sinhá, especializada na produção de farelo e derivados de soja não transgênica, está diversificando suas receitas enquanto se prepara para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO), planejada há um tempo. Segundo o CEO Marcus Thieme, essa opção visa captar recursos para futuros investimentos.
Além de diversificar, a empresa está ampliando suas operações, com um investimento previsto de R$ 100 milhões em um novo armazém que poderá armazenar 60 mil toneladas de girassol. Este projeto se somará a outro armazém semelhante que está em fase final de construção em Silvânia (GO) e conta com novos equipamentos na unidade de Itumbiara (GO), o que aumentará a capacidade de processamento de óleo de girassol de 100 mil para 125 mil toneladas anuais.
✨ A Caramuru também se destaca no setor ao adquirir cerca de 50 mil toneladas de girassol neste ano, correspondendo a 88% da área plantada em Goiás.
Recentemente, a empresa realizou um evento em Itumbiara com mais de 200 fornecedores, reforçando seu papel como motor da cultura do girassol em Goiás. Para 2026, a previsão é de produzir cerca de 30 mil toneladas de óleo de girassol, o que representará cerca de 30% do consumo total no Brasil. Com planos para expandir a área plantada para 85 mil hectares até 2028, a Caramuru visa aumentar sua participação no varejo brasileiro próximos de 50% com a marca Sinhá.
O projeto da usina de etanol de milho em Nova Ubiratã (MT), com um investimento estimado em R$ 1,4 bilhão, também está em discussão e todo o processo depende da aprovação de financiamento pelo BNDES. A usina terá capacidade inicial de processar até 600 mil toneladas de milho com possibilidade de expansão.
A Caramuru, tradicional produtora de proteína de soja concentrada (SPC) não transgênica, também está explorando o mercado de soja transgênica. A empresa espera vender 60 mil toneladas desse produto neste ano, aumentando para 90 mil no próximo, além de estudar novas aplicações na alimentação de suínos e camarões.
Por fim, o IPO, que está em planejamento há mais de cinco anos, não foi descartado. Thieme mencionou que a operação aguarda melhores condições, como queda das taxas de juros e crescimento do interesse por parte dos investidores.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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