Praga pode afetar a produtividade e requer manejo integrado para controle eficaz.

A cigarrinha-das-pastagens se apresenta como uma ameaça significativa às lavouras de arroz, especialmente entre setembro e janeiro. Essa praga, tradicionalmente associada a forrageiras, pode migrar de áreas de pastagem para lavouras recém-implantadas, causando preocupações com o estabelecimento da cultura.
Os problemas surgem principalmente devido a falhas na aplicação de inseticidas e na escolha da tecnologia de pulverização, resultando em redução do estande e do perfilhamento, além de comprometer o rendimento dos grãos.
✨ O controle eficiente da cigarrinha-das-pastagens deve combinar monitoramento, manejo cultural e uso criterioso de inseticidas.
Espécies como Notozulia entreriana e Deois flavopicta estão entre os insetos sugadores que compõem o grupo conhecido como cigarrinha-das-pastagens. A proximidade de áreas de pastagem e a presença de gramíneas hospedeiras aumentam o risco de migração para as lavouras.
Quando a praga ataca plântulas e perfilhos, os danos se manifestam como manchas cloróticas, levando a uma falsa aparência de estresse hídrico, mesmo com irrigação adequada. As infestações intensas podem resultar em falhas de estande e perda de perfilhos produtivos.
O manejo não deve se limitar à aplicação de inseticidas, mas incluir estratégias de controle cultural, como o manejo das pastagens vizinhas e a coleta de informações sistemáticas sobre a presença da praga.
Inspeções regulares durante o ciclo de desenvolvimento do arroz e aplicações baseadas na real necessidade podem evitar intervenções ineficazes e melhorar o controle da praga.
Para evitar resistência, é crucial alternar os produtos utilizados entre as aplicações e respeitar as recomendações específicas do rótulo, considerando as condições da lavoura e a predominância das pragas presentes.
Além disso, o ajuste das condições de aplicação, como volume de calda e tipo de pulverização, é fundamental para maximizar a eficácia do controle.
Registros sobre as intervenções realizadas devem ser mantidos para avaliação da eficiência do combate à praga e identificação de possíveis sinais de resistência ao longo das safras.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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