Cenário aponta para ofertas abundantes e preços em queda em várias regiões do Brasil

O avanço na colheita da segunda safra de milho no Brasil indica uma tendência de maior oferta e preços em queda no mercado interno, conforme analisado por Marcos Rubin, especialista em dados do agronegócio.
A colheita da safrinha já atinge aproximadamente 60% da área plantada. Rubin enfatiza que as cotações no mercado spot revelam que os preços estão se aproximando de um ponto baixo. Esse fenômeno é perceptível em várias regiões do país, onde os preços de 2026 estão abaixo das referências de 2024 e, em alguns casos, também são inferiores à média dos últimos cinco anos.
✨ Queda significativa nos preços do milho em diversas praças comerciais.
Gráficos específicos mostram uma retração acentuada nos preços, principalmente nas regiões de Sorriso e Primavera do Leste, em Mato Grosso; Cascavel, no Paraná; Cristalina e Rio Verde, em Goiás; Unaí, em Minas Gerais; Dourados, em Mato Grosso do Sul; e Campinas, em São Paulo. Embora a colheita avance, as variações nos preços são visíveis entre diferentes localidades.
Embora a safra se apresente como robusta, mesmo com contratempos em Goiás, o abastecimento do mercado interno deve estar assegurado. Essa abundância limita uma recuperação abrupta nos preços no curto prazo, e o setor permanece atento às variações na oferta.
O panorama no comércio internacional também está desfavorável, com a expectativa de uma safra abundante nos Estados Unidos e recordes de exportação de países como EUA e Argentina, criando pressão sobre os preços do milho brasileiro.
Ao contrário da soja, que se beneficia de preços elevados do petróleo e do óleo de soja, o milho ainda necessita de fatores que incentivem uma recuperação nos preços. Mesmo com a indicação de um piso próximo no mercado spot, a dinâmica atual do mercado é marcada pela ampla oferta e pela falta de estímulos para uma valorização mais substancial.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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