Rendimento médio em algumas regiões é de 2.400 quilos por hectare, mas moinhos enfrentam dificuldades.

A colheita de trigo avança no Sul do Brasil, porém a qualidade irregular dos grãos tem gerado dificuldades no abastecimento dos moinhos e ampliado as discrepâncias nos preços. De acordo com a TF Agroeconômica, aproximadamente 15% da safra do Rio Grande do Sul foi coletada, resultando em um rendimento médio de 2.400 quilos por hectare, o que tem causado pressão sobre as cotações do trigo novo.
Nas regiões das Missões e de Santa Rosa, o progresso das colheitas chegou a 30%, preservando a qualidade aparente. Na região Celeiro, a coleta atingiu 15%, mas a qualidade dos grãos apresenta variação, inclusive com a presença de grãos brotados. No Alto Jacuí, o avanço da colheita está em apenas 5%, com grãos dessecados que enfrentaram chuvas e apresentaram qualidade ruim.
✨ Os preços do trigo novo no mercado gaúcho aumentaram, embora ainda sem volumes expressivos, atingindo R$ 1.400 por tonelada FOB, com alguns moinhos sinalizando valores em R$ 1.350.
Para o trigo direcionado à ração e à exportação, a cotação chega a R$ 1.100 por tonelada no porto, com entrega prevista para novembro e pagamento em dezembro. Em Panambi, o preço de balcão para a saca caiu R$ 2, agora em R$ 73. Em Santa Catarina, os moinhos estão enfrentando falta de trigo de qualidade e dificuldades na obtenção de bons lotes do Paraguai.
A Epagri estima uma safra de 243 mil toneladas para 2026/27, representando uma redução de cerca de 37% em relação à temporada anterior, com uma queda de 35% na área plantada e 2,5% na produtividade. No Paraná, também foi verificada a presença de trigo brotado, o que limita a qualidade da oferta disponível, com um negócio feito no Oeste envolvendo cereal com peso hectolítrico de 76 e Falling Number de 230, sendo vendido a R$ 1.520 por tonelada FOB. As referências de preços estão em R$ 1.650 para o tipo 1, enquanto os tipos 2 e 3 estão cotados a R$ 1.450 e R$ 1.300 por tonelada CIF, respectivamente.
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