Feijão-preto registra as maiores altas, enquanto feijão-carioca apresenta mais cautela dos compradores.

O mercado de feijão manteve trajetória de valorização na última semana, sustentado pela oferta mais ajustada e pela firmeza dos vendedores, segundo o Indicador Cepea/CNA divulgado em Brasília (DF) no dia 21 de setembro de 2026.
O movimento foi mais intenso no feijão-preto, que registrou as maiores altas do período. A produção nacional da safra 2025/2026 está estimada em 2,95 milhões de toneladas, mostrando uma queda de 3,6%, com estoques finais projetados em 98,1 mil toneladas.
✨ A menor disponibilidade de feijão sustenta as cotações no curto prazo, mas a cautela dos compradores limita movimentos mais intensos, especialmente para o feijão-carioca.
No feijão-carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, predominaram valorizações entre 10 e 17 de setembro. No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, os preços avançaram 4,49%, apoiados pela firmeza dos vendedores.
Na região da capital paulista, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, a R$ 342,91 no dia 16. Em Barreiras (BA), houve leve recuo de 0,16%, em um ambiente de diferença entre os valores pedidos pelos vendedores e as indicações dos compradores.
Nos lotes de feijão-carioca de qualidade intermediária, notas 8,0 e 8,5, o Noroeste de Minas Gerais registrou alta de 4,99%, com destaque para grãos de coloração mais clara. Em Sorriso (MT), os preços caíram 1,46%, devido aos níveis de umidade que elevaram a resistência dos compradores.
No feijão-preto tipo 1, as maiores valorizações da semana foram registradas com atuação mais ativa dos compradores, especialmente no Paraná. Na Metade Sul e em Curitiba (PR), as cotações subiram 10% entre 10 e 17 de setembro.
Em Itapeva (SP), os preços avançaram 4,78%, sob um cenário de chegada de ofertas às indústrias. A produção nacional de feijão-preto caiu 38,0% na primeira safra e 42,9% na segunda safra de 2025/26, reduzindo a disponibilidade doméstica.
O mercado continua sustentado pela oferta restrita, com maior firmeza no feijão-preto e seletividade nas negociações de feijão-carioca, em que qualidade, coloração e umidade permanecem relevantes para formação de preços e liquidez dos lotes.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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