Aumento na venda de grãos foi impulsionado pelo resultado das eleições presidenciais.

A venda antecipada de soja e milho no Brasil observou um crescimento significativo na segunda-feira, 26 de outubro. Esse aumento foi impulsionado pela valorização do dólar, que fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,4027, o maior avanço desde 13 de janeiro de 1999.
Foram comercializadas cerca de 500 mil toneladas de soja, mais do que o dobro da média diária da semana anterior, que girava entre 100 mil e 200 mil toneladas, conforme indicado pelo broker sênior da McDonald Pelz, Guilherme Britzki. O milho também teve um volume vendido em torno de 400 mil toneladas, praticamente o dobro da média diária da semana passada, que era de cerca de 200 mil toneladas.
✨ Cerca de 20% da soja comercializada é da safra 2025/26, com 80% da safra 2026/27, prevista para ser colhida a partir do fim de dezembro.
Os preços da soja aumentaram de R$ 5 a 6 em relação aos praticados na sexta-feira, mas recuaram de R$ 2 a R$ 3 nesta terça-feira, 27 de outubro, segundo o diretor de mercado físico da Agrinvest, José Fabiano da Silva. Na média, a saca de soja em Sinop (MT) foi cotada a R$ 133,25, enquanto em Sorriso o preço foi de R$ 133,60 e em Primavera do Leste, R$ 137,50.
O indicador da soja Cepea/Esalq de Paranaguá subiu 2,06%, atingindo R$ 155,55/saca. Apesar do crescimento nos preços em reais, os futuros da soja em Chicago caíram 1,26%, para US$ 12,5250 o bushel. A valorização do dólar fez os preços do grão subir em reais, incentivando a comercialização.
Mesmo com um aumento nas vendas, Britzki observou que os volumes permanecem baixos para esta época do ano, onde normalmente se espera um menor ritmo de vendas devido à disponibilidade limitada de soja. "Estamos em um período em que não há muitas vendas por parte dos produtores, abaixo do normal, devido às eleições e aos preços considerados ruins," completou Britzki. Ele também ressaltou que os produtores estão focados no plantio.
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