Evento realizado em Fortaleza reúne especialistas para debater a competitividade do setor têxtil

A inovação tecnológica, a sustentabilidade e as mudanças no consumo global de fibras estiveram no centro das discussões do Congresso Internacional da Abit 2026, realizado nos dias 14 e 15 de outubro, em Fortaleza (CE).
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), patrocinadora do evento, participou dos debates sobre os desafios para ampliar a competitividade do algodão diante do avanço das fibras sintéticas e das novas exigências da indústria têxtil.
Promovido pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) em parceria com a International Textile Manufacturers Federation (ITMF) e a International Apparel Federation (IAF), o congresso teve como tema "Futuro em movimento: transformação, inovação, novas realidades".
No painel "O Futuro das Fibras" do dia 14, o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e ex-presidente da Abrapa, Haroldo Cunha, destacou a necessidade de preparar o setor para um mercado que exige cada vez mais qualidade e sustentabilidade nas matérias-primas.
✨ “Entender o que o consumidor quer em termos de rastreabilidade, circularidade e uso eficiente dos recursos naturais será central nas estratégias para o futuro do algodão”, afirmou Haroldo.
O presidente da Agopa observou que, há quatro décadas, o algodão representava mais de 50% do mercado global de fibras, enquanto atualmente essa participação é de apenas 22%, com as fibras sintéticas dominando devido a fatores como competitividade de custos e mudanças nas preferências de moda.
Ele também mencionou a crescente preocupação com os microplásticos resultantes dos materiais sintéticos, um tema que amplia o debate e pode valorizar as fibras naturais.
O Brasil, como maior exportador mundial de algodão, exportou 3,37 milhões de toneladas na safra 2025/26, reflexo de décadas de investimentos em tecnologia e inovação.
Além disso, 79% dessa produção era certificada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que assegura boas práticas agrícolas e responsabilidade social.
Renata Caixeta, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Abrapa, enfatizou que a participação no congresso é uma oportunidade de fortalecer o diálogo entre os diferentes elos da cadeia têxtil, destacando a importância da inovação, sustentabilidade e rastreabilidade no futuro do algodão.
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