Manejo estratégico é fundamental para proteger a lavoura durante o ciclo do feijoeiro.

A mosca-branca no feijão exige atenção redobrada durante as fases críticas de florescimento e formação das vagens, momentos decisivos para o rendimento da lavoura. Implementar um manejo que inclua monitoramento constante, medidas culturais e controle biológico, bem como um uso estratégico de inseticidas, é vital para minimizar danos e preservar o potencial produtivo.
A mosca-branca (Bemisia tabaci) pode afetar as áreas produtoras de feijão ao longo de todo o ano, com maior incidência em condições quentes e secas, onde há baixa diversidade de plantas que não são hospedeiras. Culturas sucessivas de feijão, soja, algodão e hortaliças, em sistemas intensivos, criam um ambiente propício para o crescimento populacional dessa praga.
✨ Durante o estádio reprodutivo da planta, o feijoeiro é especialmente vulnerável a estresses, o que pode afetar diretamente o pegamento das flores e a formação das vagens.
Além de sugar a seiva das folhas, a mosca-branca excreta uma substância açucarada chamada mela, que favorece o crescimento de fumagina. Essa condição pode ainda transmitir viroses que causam deformações nas vagens e diminuição da produção.
A infestação precoce e a alta exposição a populações elevadas de mosca-branca tendem a agravar os impactos sobre a produtividade, resultando em perdas significativas, que incluem a diminuição no número de vagens e grãos.
Para o controle eficaz da mosca-branca, é imprescindível iniciar o monitoramento já na fase vegetativa e intensificá-lo durante a transição para o florescimento. Recomenda-se realizar inspeções semanais, observando áreas diversas da plantação, especialmente a parte inferior das folhas, onde é comum a presença de ovos e ninfas.
✨ Decisões de manejo devem ser baseadas em um conjunto de fatores, incluindo a tendência populacional e a presença de inimigos naturais.
Um manejo integrado visa equilibrar o uso de inseticidas com estratégias preventivas. Cultivares mais resistentes às viroses e o planejamento da época de plantio são medidas importantes para minimizar a pressão populacional da praga.
A eliminação de plantas voluntárias e o controle de plantas daninhas podem ajudar a diminuir a incidência da mosca-branca e, consequentemente, a transmissão de vírus.
Quando o controle químico for necessário, a seleção de inseticidas deve seguir rigorosamente as recomendações e técnicas atuais, alternando os grupos químicos para evitar o desenvolvimento de resistência. A tecnologia de aplicação deve garantir que todas as partes da planta, especialmente a face inferior das folhas, sejam adequadamente tratadas.
O respeito pelo período de carência após a aplicação é crucial para evitar resíduos nos grãos, principalmente quando a colheita se aproxima.
Integrar o controle da mosca-branca com práticas de manejo de irrigação, adubação e controle de doenças é fundamental para a saúde geral da cultura. A rotação de culturas e a identificação correta das plantas daninhas também são essenciais no enfrentamento a essa praga.
"A integração de táticas de controle e o constante monitoramento são indispensáveis para garantir a produtividade do feijão
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Jornalista especializado em Agronegócio

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