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Agronegócio
3 min de leitura

Controle do curuquere é essencial para preservar algodoeiro

Estratégias de manejo integrado são fundamentais contra a praga

Gabriel Rodrigues05 de agosto de 2026 às 14:45
Controle do curuquere é essencial para preservar algodoeiro

As lagartas conhecidas como curuquere, que incluem espécies como Alabama argillacea e algumas do gênero Spodoptera, como Spodoptera frugiperda, representam uma ameaça significativa às lavouras de algodão, provocando severas perdas no cultivo.

Impacto das Lagartas no Algodão

Essas lagartas são responsáveis pela intensa desfolha das plantas, o que afeta diretamente a produtividade. O manejo integrado, que combina controle biológico e químico, se torna uma estratégia imprescindível ao longo da safra.

O ciclo de vida das lagartas do curuquere pode ser completado em poucas semanas, favorecendo várias gerações na mesma safra.

O ciclo das lagartas compreende quatro etapas: ovo, larva, pupa e mariposa adulta. Em condições de calor, esse ciclo se completa rapidamente, permitindo o surgimento de várias gerações durante a mesma safra.

Períodos Críticos de Monitoramento

Durante o período de cultivo, que se estende de novembro a setembro, existem quatro janelas de alta atenção. Entre novembro e janeiro, no início do cultivo, pequenas populações podem emergir. O período mais crítico para o monitoramento é de fevereiro a abril, quando a alta disponibilidade de folhas favorece a expansão da praga.

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A desfolha intensificada não só reduz a área fotossintética como também aumenta o estresse nas plantas, resultando na queda de botões florais e, potencialmente, na baixa qualidade da fibra.

Compreender as infestações em estágios iniciais é vital, pois o atraso no monitoramento pode resultar em perdas severas.

Estratégias de Controle Eficazes

O manejo deve ser baseado em observações sistemáticas em campo, evitando uma abordagem exclusiva de pulverização química. O ideal é realizar inspeções regulares na lavoura, contabilizando a presença de lagartas e avaliando o nível de desfolha.

Monitorar a presença de inimigos naturais e utilizar armadilhas com feromônio são práticas recomendadas.

Para um controle eficaz, três frentes principais se destacam: o uso de parasitoides, como vespas que atacam ovos ou lagartas; predadores gerais, como joaninhas; e bioinseticidas baseados em microrganismos.

Os bioinseticidas, como o Bacillus thuringiensis, devem ser aplicados preferencialmente no início da infestação, pois são mais eficazes em lagartas jovens.

Importância da Integração de Métodos

O uso de inseticidas químicos continua a ser relevante em surtos populacionais, mas deve ser feito de maneira complementar ao controle biológico. As aplicações devem ser guiadas pela monitorização e adaptação às necessidades específicas da propriedade.

Além disso, a destruição de restos culturais e a rotação de culturas são medidas que previnem a sobrevivência da praga entre safras.

Reduzir a densidade do dossel das plantas e manter áreas de vegetação favorecem a presença de inimigos naturais.

Ao aplicar essas práticas, é fundamental respeitar as legislações e normas de segurança, garantindo o uso seguro de produtos no controle das pragas.

O controle do curuquere não se limita a um único método, mas sim à integração de diversas estratégias, visando maximizar a produtividade do algodão, minimizando custos e reduzindo o risco da resistência das pragas.

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