Mercado trava e preços recuam em várias regiões, enquanto Chicago apresenta alta

Nesta segunda-feira, o mercado brasileiro de soja apresentou uma significativa queda nas cotações, caracterizando uma jornada sem movimentações comerciais relevantes. Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, ressalta que a acentuada desvalorização do dólar impactou diretamente as ofertas dos compradores, enquanto os vendedores se mantiveram afastados do mercado.
Os preços ofertados chegaram a variar entre R$ 6,00 e R$ 7,00 por saca a menos que os patamares de sexta-feira. Mesmo com essa pressão nos preços, a liquidez do mercado foi quase nula, com ofertas apenas nominalmente apresentadas. Silveira dentre outras observações indicou: “O dólar teve uma queda brusca, enquanto os prêmios permaneceram estáveis no spot e em Chicago, que teve uma leve alta. Assim, as cotações no mercado físico sofreram uma forte redução.”
✨ Ao mesmo tempo, a chegada de chuvas benéficas nas regiões do Centro-Oeste e Sudeste, como Goiás e Minas Gerais, pode impulsionar os trabalhos no campo.
As cotações da soja em diferentes localidades incluem: Rio Verde (GO) que caiu de R$ 147,00 para R$ 141,00, enquanto em Passo Fundo (RS), o preço recuou de R$ 152,50 para R$ 147,00. Outras regiões também reportaram quedas significativas na cotação.
No cenário internacional, os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) tiveram alta. Os preços foram impulsionados por compras técnicas que compensaram parte das perdas das três sessões anteriores. O clima e o progresso da colheita continuam sendo pontos de atenção no mercado, especialmente devido às recentes chuvas que geraram preocupações sobre a qualidade das lavouras nos EUA. Espera-se que o relatório de colheita indique que 29% da área já foi colhida no país.
O dólar comercial encerrou com uma desvalorização de 4,11%, cotado a R$ 5,0018 para venda, com flutuação entre R$ 4,9525 e R$ 5,0075 durante o dia.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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