Estudo da FGV Bioeconomia aponta que bioenergia do agronegócio aumentou 16% entre 2022 e 2025.

A oferta de bioenergia gerada a partir do agronegócio cresceu consideravelmente nos últimos três anos, mas isso não foi suficiente para aumentar sua participação na matriz energética brasileira, que se manteve em 29% até 2025. Essa é uma das conclusões do estudo 'Oferta de Energia Renovável pelo Agronegócio', da FGV Bioeconomia.
Entre 2022 e 2025, a produção de energia a partir de biomassa do agronegócio aumentou 16%, totalizando 97,8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). Esse crescimento é o maior em percentual se comparado a outras fontes de energia, incluindo não renováveis e outras renováveis, que tiveram incrementos menores.
✨ Apesar do crescimento, a bioenergia do agronegócio mantém uma participação de 29% na matriz energética brasileira, semelhante ao que foi observado em 2022.
O estudo ainda revela um aumento na produção de etanol através da cana-de-açúcar e milho, além do incremento na produção de licor negro, um coproduto da indústria de papel. O mercado de biodiesel ganhou impulso com os crescimentos sucessivos nas misturas ao diesel.
Luciano Rodrigues, pesquisador da FGV, indica que a expansão na oferta de energia está ligada a uma demanda crescente no país, impulsionada por novas tecnologias e aumento de renda. Apesar do aumento da bioenergia, a oferta total de não renováveis se manteve estável nos últimos anos.
Além disso, o estudo aponta que mais de 80% da energia utilizada na agroindústria provém de bioenergia do agronegócio, e setores como o de ferro ligas e aço consomem mais de 40% de sua energia desse tipo. Rodrigues prevê um novo aumento na energia da biomassa, mas sem alteração significativa na proporção da oferta total.
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