Aumento na área tratada indica maior pressão de pragas

Dados recentes apontam que o uso de defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 em relação ao ano anterior, segundo um estudo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). Este crescimento representa 59 milhões de hectares adicionais tratados, totalizando 1,2 bilhão de hectares.
O levantamento também revela que o volume total de produtos aplicados aumentou 4,5%. Mato Grosso e Rondônia foram responsáveis por 35% do consumo total desses defensivos durante o referido período.
✨ O manejo de culturas, principalmente na soja, se destacou pela expansão devido ao controle de pragas como lagartas, percevejos e mosca-branca, incentivado por condições climáticas favoráveis.
As características do manejo no primeiro semestre refletem tanto as gestões da safra de verão 25/26 quanto o planejamento das culturas de segunda safra, focando na produção de algodão e milho safrinha.
Segundo a consultoria Kynetec Brasil, responsável pela pesquisa, a metodologia PAT (Área Potencial Tratada) considera quantas aplicações são feitas e quais produtos são utilizados, oferecendo um panorama mais detalhado sobre a adoção e intensidade do uso dessas tecnologias.
Ao analisar a área tratada, o milho é o cultivo com maior presença, abrangendo 35%, seguido pela soja com 29%, algodão com 14%, pastagem com 6%, e cana com 4%. Outras culturas como hortifruti, feijão, citros, arroz e trigo totalizam os demais 13%.
✨ Os produtores têm buscado soluções mais eficientes e com bom custo-benefício, migrando para produtos de alta performance para assegurar a produtividade nas lavouras.
Com base na análise do volume de produtos utilizados, os herbicidas compuseram 41%, os inseticidas 29% e os fungicidas 22% do total aplicado. Em relação à cobertura da área, os inseticidas também foram os mais utilizados, com 35%, seguidos pelos herbicidas (19%) e fungicidas (17%).
A distribuição da área tratada por região revela que Mato Grosso e Rondônia são os líderes com 35% do consumo, seguidos por São Paulo e Minas Gerais, que têm 18%, e a região conhecida como BAMATOPIPA (Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará) com 15%.
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