Cultivo de café conilon cresce em Minas Gerais e diversifica produção
Café conilon se expande, impulsionado pela demanda e adaptação climática

O cultivo de café conilon está avançando em Minas Gerais, adaptando-se a regiões mais quentes e atendendo à crescente demanda da indústria de café solúvel, conforme detalha o Sistema Faemg Senar.
✨ Apesar de ainda representar uma minoria na produção estadual, o conilon vem ganhando espaço na cafeicultura local.
Segundo Ana Carolina Gomes, analista de agronegócios do Sistema, a expansão ocorre em áreas não tradicionais, onde as temperaturas mais elevadas e altitudes menores favorecem o cultivo, especialmente com irrigação.
Regiões como Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Noroeste têm mostrado um crescimento significativo na produção de conilon. Isso se deve principalmente à demanda por café solúvel, que explora o alto rendimento de sólidos solúveis dessa variedade.
O que é café conilon?
O café conilon é uma variedade de café robusta, conhecida por seu maior rendimento em sólidos solúveis e utilizada na produção de cafés instantâneos.
O aumento do consumo de café na Ásia e Europa também tem contribuído para o interesse nesse cultivo. Ana Carolina ressalta que o conilon não substitui o arábica, mas complementa a produção, permitindo sistemas híbridos que minimizam riscos climáticos e diversificam a renda.
Dados indicam que, em 2025, o Brasil exportou 84,4 mil toneladas de café solúvel com receita de US$ 1,1 bilhão, sendo que Minas Gerais respondeu por 5,8 mil toneladas, gerando US$ 68 milhões.
Os principais mercados incluem Estados Unidos, Japão e países do Leste Europeu. Embora represente apenas cerca de 2% da produção cafeeira do estado, o conilon mostrou um crescimento contínuo, com 11,1 mil hectares cultivados em 2026.
Nos últimos cinco anos, a área plantada cresceu 12%, com a região Leste apresentando um impressionante aumento de 67%. Em 2025, a produção totalizou cerca de 584 mil sacas, representando uma alta de 50% em relação ao ano anterior.
"O conilon pode render entre 40 a 80 sacas por hectare, chegando a mais de 100 com irrigação
O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) aponta mais de 660 municípios no estado aptos para essa cultura, embora a implementação demandasse um maior nível de tecnificação, incluindo irrigação e manejo intensivo.
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