Consultoria alerta para impactos climáticos na produção mundial

Um estudo recente da consultoria StoneX revisou para cima a estimativa de déficit global de açúcar, que agora chega a 1,7 milhão de toneladas. Isso é atribuído a adversidades climáticas em grandes áreas produtoras do Hemisfério Norte e a uma mudança nas estratégias das usinas brasileiras.
Na União Europeia, a situação é crítica, com ondas de calor e secas severas afetando o norte da França e o sul da Alemanha. Essas condições desfavoráveis comprometeram o cultivo das beterrabas e a StoneX revisou a produção regional para 15 milhões de toneladas, uma redução de 15,3%.
Na Ásia, as monções na Índia estão 16% abaixo da média devido ao El Niño, enquanto a Tailândia deve enfrentar uma queda de 15,1% na produção, reduzindo a produção de açúcar para 10,2 milhões de toneladas. A consultoria destaca que esses desastres naturais têm grande impacto no setor.
No Brasil, a expectativa é de um crescimento de 5,2% na produção total, que deverá atingir 43,8 milhões de toneladas. Contudo, a participação do açúcar no mix da safra foi revista, caindo de 47,9% para 46,1% no Centro-Sul, devido à estratégia das usinas de priorizarem a produção de etanol, além das chuvas que podem afetar a concentração de açúcar na cana.
✨ Apesar das incertezas para o próximo ciclo, a safra 2025/26 mostra um cenário mais confortável com um superávit global de 2,94 milhões de toneladas, alavancado por safras fortes na China e na UE.
A StoneX prevê uma redução nos estoques globais de açúcar de cerca de 2,2%, totalizando 75,1 milhões de toneladas, o que pode afetar o mercado de forma significativa.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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