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Brasil busca avanço no grafite, mas depende de cadeia de baterias

Executivo da Graphcoa destaca necessidade de parcerias para esferonização

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 20:05
Brasil busca avanço no grafite, mas depende de cadeia de baterias

O Brasil pode progredir significativamente no processamento de grafite, conforme afirma Ricardo Alves, diretor-executivo da Graphcoa. No entanto, ele ressalta que o sucesso na etapa de esferonização está vinculado à atração da cadeia de produção de baterias para o país.

Alves esclarece que a Graphcoa está direcionando esforços para mercados prioritários como os Estados Unidos e a Europa, situando o Brasil como um ator relevante em um cenário atualmente dominado pela China na produção e processamento de grafite.

A dependência da China torna necessária a busca por parcerias estratégicas no Ocidente.

O executivo destaca que a produção de concentrado de grafite no Brasil já possibilita uma verticalização maior. Contudo, para que as etapas mais avançadas, como purificação e esferonização, sejam implantadas, é crucial que a cadeia de baterias se estabeleça no Brasil.

Sobre o projeto Jordânia, situado em Minas Gerais, Alves explicou que a Graphcoa espera obter as licenças necessárias até o final deste ano. Ele menciona que esse licenciamento é bifásico e que o processo de decisão de investimento avançará no segundo trimestre de 2027.

"

O projeto Jordânia é fundamental para a expansão da produção de grafite no Brasil e para reduzir a concentração asiática desse mercado

Ricardo Alves.

Representando a AMC (Associação dos Mineiros Críticos), Alves enfatizou a importância de que a regulamentação do conselho de minerais críticos inclua critérios objetivos para a análise de projetos. Ele defende regras claras para evitar a criação de mais burocracia e insegurança para investidores.

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