Estudo analisa permanência dos jovens na agricultura familiar

Os desafios enfrentados pelos jovens no campo e a questão da sucessão familiar na agricultura foram o foco da apresentação do estudo 'Futuro do campo: diagnóstico da juventude rural no RS', realizada nesta quarta-feira, 2 de setembro, no Auditório do Pavilhão Internacional da Expointer, em Esteio.
O evento detalhou os objetivos, a metodologia e os resultados preliminares da pesquisa, que é uma colaboração entre a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Emater/RS-Ascar.
Diversas autoridades participaram, incluindo o titular da SDR, Gustavo Paim, e o presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, que discutiram a relevância do estudo para os futuros direcionamentos das políticas públicas.
A pesquisa visa entender o que motiva os jovens a permanecer no campo ou a seguir por caminhos distintos, abordando a necessidade de formular políticas que ajudem a renovar as gerações na agricultura familiar. Entre os aspectos discutidos, o envelhecimento da população rural do Rio Grande do Sul foi destacado como um grande desafio a ser enfrentado.
✨ Estudos revelam que 92% dos jovens entrevistados gostam da vida no campo.
Um dado positivo aponta que 72% dos jovens não planejam deixar o meio rural. No entanto, entre aqueles que pensam em mudar, as razões incluem a busca por educação (41%), melhores empregos fora do campo (35%) e a instabilidade econômica da agricultura familiar (34%).
A metodologia inclui a aplicação de cerca de 600 questionários a jovens de 15 a 29 anos que residem em propriedades de agricultura familiar. A coleta, que ainda está em andamento, prevê um total de 3.987 questionários válidos em todo o estado, com análises por região e diferentes perfis dos entrevistados.
Os dados coletados até agora permitem uma visão preliminar, mas a equipe de pesquisa ressalta que é necessário concluir a coleta até 30 de setembro para obter resultados estatisticamente significativos.
O questionário abrange características socioeconômicas dos jovens, sua participação na gestão das propriedades, e a percepção sobre oportunidades de educação e trabalho, além das dificuldades enfrentadas para garantir a permanência no campo.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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