Estudo da Fundação Pró Sementes revela variações significativas na produtividade da soja em diferentes cultivares.

Um estudo conduzido pela Fundação Pró Sementes em parceria com o sistema Farçu, no Rio Grande do Sul, revelou a influência da escolha da cultivar de soja na lucratividade da lavoura.
Os dados foram coletados durante o ciclo 2526 em nove localidades do estado. O experimento realizado em Vacaria indicou que, mantendo as mesmas condições de solo e manejo, a produtividade das cultivares do grupo de ciclo precoce variou entre 65 e 79 sacas por hectare. Essa diferença de 14 sacas resulta em um impacto financeiro de R$ 1.610 por hectare, apenas pela seleção do material genético.
✨ As cultivares do grupo precoce apresentaram variações de produtividade que foram de 5.1 a 5.9 de GM.
No mesmo ensaio, foi observada uma diferença superior a 30 sacas entre a produtividade máxima e mínima. O teto produtivo foi de 114 sacas por hectare em Mostardas, em contraste a apenas 33 sacas por hectare em Cachoeira do Sul.
Para contextualizar, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul na safra 2526 foi de 2.769 kg/ha, ou aproximadamente 46 sacas por hectare, conforme dados da CONAB. O potencial genético identificado nos ensaios superou em mais de duas vezes a média estadual, sublinhando a importância da escolha correta da cultivar para maximizar os resultados dos produtores gaúchos.
Além disso, a pesquisa também introduziu cinco novas cultivares na última safra, com o objetivo de proporcionar inovações e oportunidades para os produtores da região.
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