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Agronegócio
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Exportações sustentam mercado do boi, mas custos de reposição preocupam

Cautela é necessária diante dos altos preços dos bezerros e das margens comprimidas

Gabriel Azevedo14 de maio de 2026 às 09:45
Exportações sustentam mercado do boi, mas custos de reposição preocupam

O mercado do boi continua a ser impulsionado pelas exportações, mas os altos preços dos bezerros levam a um cenário de cautela entre produtores.

De acordo com a Consultoria Agro do Itaú BBA, o desempenho do boi gordo foi positivo em abril, porém, houve uma desaceleração das vendas no início de maio. A valorização da arroba, que teve um aumento mensal, foi respaldada por uma oferta mais controlada e uma demanda externa robusta.

Em abril, o Brasil exportou 252 mil toneladas de carne bovina in natura, estabelecendo um recorde histórico para o mês.

Apesar disso, ao final de abril, a melhora nas escalas de abate diminuiu a pressão sobre os frigoríficos, trazendo uma nova dinâmica ao mercado.

Os preços dos bezerros se tornaram um fator crítico, com animais de reposição avaliados a R$ 3.425 cada. Essa situação pode pressionar as margens para recriadores e invernistas, levantando preocupações sobre a sustentabilidade financeira dessas operações.

A China se destacou nas exportações, contribuindo com 135 mil toneladas de carne bovina enviadas em abril, o que representa um crescimento de 26% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, o futuro do mercado parece incerto. O relatório da consultoria aponta uma projeção de preços entre R$ 337 e R$ 338 por arroba para o período de junho a agosto, o que reforça a necessidade de estratégias de proteção de margem entre os produtores.

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