FPA propõe renegociação diferenciada de dívidas rurais por clima e mercado
Medidas visam aliviar produtores afetados por condições adversas

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está se mobilizando para sugerir ao governo federal um tratamento especial para a renegociação de dívidas rurais. Essa proposta visa beneficiar agricultores que enfrentaram dificuldades financeiras devido a adversidades climáticas ou problemas de mercado.
A contraproposta inclui a aplicação de juros de 4%, 6% e 8% ao ano nas linhas de crédito destinadas a produtores que sofreram perdas superiores a 30% na renda durante duas safras entre 2019 e 2025, em decorrência de eventos climáticos extremos. Para aqueles que enfrentaram perdas semelhantes devido à queda nos preços das commodities agrícolas, as taxas sugeridas são um pouco mais altas: 5%, 7% e 9% ao ano para pequenos, médios e grandes produtores, respectivamente.
"Está em discussão a criação de uma linha com juro diferenciado e com tratamento diferenciado para quem perdeu tudo pela chuva e pela seca, que não é a mesma questão daqueles produtores que perderam por questões comerciais.
Em adição a essas condições, a proposta prevê um prazo de oito anos para a quitação das dívidas, com dois anos adicionais de carência. A iniciativa foi aprovada pelos membros da bancada e será encaminhada ao Ministério da Fazenda para análise.
✨ Taxas de juros diferenciadas de até 9% ao ano para produtores afetados.
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