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Agronegócio
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Frente Parlamentar da Agropecuária busca prorrogação de regras ambientais junto ao CMN

Solicitação de adiamento visa proteger produtores durante ajustes no sistema de crédito rural

Tiago Abech31 de março de 2026 às 18:50
Frente Parlamentar da Agropecuária busca prorrogação de regras ambientais junto ao CMN

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou um adiamento de, pelo menos, seis meses para as novas normas propostas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O objetivo é proporcionar tempo suficiente para que ajustes possam ser feitos no sistema, evitando assim impactos negativos para os agricultores, que, conforme a FPA, já estão cumprindo suas obrigações em relação à regularização ambiental.

Exigências adicionais para crédito rural

Essas novas exigências estão focadas principalmente na Amazônia Legal, uma região que compreende estados como Mato Grosso e Pará. Arnaldo Jardim, vice-presidente da FPA, destacou que a confusão atual se deve à ineficácia nas análises do cadastro ambiental rural, que foram repassadas ao Ministério de Gestão desde o início do governo Lula em 2023.

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Os agricultores estão fazendo o cadastro, mas o governo tem sido lento e não finalizou o plano de regularização ambiental

Arnaldo Jardim

Inconsistências no Prodes comprometem serviços de financiamento

Contexto

O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) é atualmente utilizado como um critério para a concessão de crédito, porém muitos questionam sua efetividade.

Jardim também criticou a utilização do Prodes como critério para limitações de crédito, alegando que este mecanismo possui falhas que podem restringir o acesso a financiamentos. Ele considera que é injusto penalizar os agricultores com base em análises ainda não finalizadas pelo governo.

Críticas da CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também se manifestou sobre o tema, apontando que a nova norma não só impõe restrições técnicas, mas também transfere para o sistema financeiro responsabilidades que não lhe pertencem ao exigir que as instituições realizem verificações ambientais para a aprovação das operações.

Insegurança jurídica e aumento de custos operacionais são preocupações da CNA.

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