Peix BR defende análise de risco enquanto Abra expressa preocupações com cotas de importação.

A importação de tilápia do Vietnã tem gerado intensos debates no setor pesqueiro brasileiro. Enquanto a Peix BR defende uma avaliação de risco sanitário, a Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abra) expressa preocupações sobre como as cotas de importação podem impactar a oferta e os preços do mercado nacional.
O volume de tilápia importado do Vietnã atingiu aproximadamente 13 toneladas em setembro, representando um aumento de 11% em relação ao mês anterior. A Peix BR argumenta que a importação deve ser acompanhada de uma análise de risco, citando um dossiê elaborado por universidades que aponta riscos sanitários, especialmente a presença do vírus Tilve, que não existe no Brasil.
A Abra teme que a imposição de cotas prejudique a oferta e os preços do pescado. A Abraps, que representa 43% do volume de pescado comercializado no Brasil, é contra restrições à importação, argumentando que o consumo per capita de pescado no país é baixo. Ambas as associações destacam a importância da legalidade e da isonomia nas regras de importação.
✨ A imposição de cotas pode elevar os preços e reduzir a previsibilidade do comércio internacional.
Além disso, a feira Sfold Show Latina, que discute novas tecnologias no mercado de pescado, também abordou a questão da qualidade do produto e a segurança alimentar. Pesquisadores estão explorando soluções para melhorar a vida útil do pescado e minimizar problemas de sabor. Inovações como sensores e embalagens inteligentes estão sendo desenvolvidas para preservar a qualidade do produto e evitar contaminações.
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